
Na quarta-feira (5), presidente debateu com chefes de Estado o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre, que remunera países pela conservação da natureza
Durante toda a quarta-feira (5), o presidente Lula manteve reuniões bilaterais com presidentes de Comores, da Finlândia, do Suriname e de Honduras, além do primeiro-ministro de Papua-Nova Guiné, do vice-primeiro-ministro do Conselho de Estado da República Popular da China e da presidenta da Comissão Europeia.
Os eventos antecederam a Cúpula dos Líderes, que acontece nesta quinta e sexta-feira, como preparativos para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que começa na próxima segunda-feira (10), em Belém, no Pará, capital oficial do Brasil durante o evento. Os encontros ocorreram no Museu Paraense Emílio Goeldi.
Na parte da manhã, Lula encontrou-se com o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Sidi Ould Tah. Em seguida, reuniu-se com o presidente da República da Finlândia, Alexander Stubb, e com o presidente de Comores, Azali Assoumani.
À tarde, o brasileiro recebeu primeiro-ministro de Papua-Nova Guiné, James Marape e a peresidenta da República do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, além do vice-primeiro-ministro do Conselho de Estado da República Popular da China, Ding Xuexiang e da presidenta de Honduras, Xiomara Castro.
No encerramento de sua agenda de reuniões, Lula conversou com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
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A principal pauta dos encontros foi o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), proposta encabeçada pelo Brasil para remunerar países que conservem suas florestas tropicais. O mecanismo será lançado oficialmente nesta quinta-feira, durante um almoço com chefes de estados e investidores.
O TFFF deve envolver até 74 países e pretende arrecadar US$ 125 bilhões para financiar a conservação. Parte do valor virá de países e fundações, servindo como garantia para atrair investimentos privados sustentáveis. Os rendimentos anuais (US$ 3 a 4 bilhões) serão pagos a Estados que comprovarem baixo desmatamento, com 20% destinados a povos indígenas e comunidades locais. O Banco Mundial gerenciará os recursos, e o TFFF cuidará da distribuição e monitoramento.
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Da Redação
